sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Filha e mulher de prefeito são sequestradas

Após aproximadamente 16 horas na mira de sequestradores, a filha e a esposa do prefeito de Nova Esperança do Piriá foram liberadas das mãos dos bandidos, na tarde desta quarta-feira (23), por volta de 16h, no município de São Miguel do Guamá. Os bandidos estão foragidos e ainda não foram identificados.
O investigador Fábio Costa, da Delegacia de Nova Esperança do Piriá, na noite de ontem, por telefone, confirmou o episódio, mas disse que não sabia do caso com detalhes, pois todos os procedimentos estão sendo investigados pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Drco).
Fábio Costa disse que a filha e a esposa do prefeito foram sequestradas, na noite de anteontem, quando se encontravam no Distrito Novo Horizonte, um vilarejo da cidade. Elas foram abordadas quando se encontravam na caminhonete do prefeito. Ainda na manhã de ontem, os sequestradores entraram em contato com a família, mas o investigador não soube dizer como ocorreu a negociação.
“Eu não sei o valor que eles (os bandidos) pediram, também não sei se algo foi pago”, declarou o investigador. Ele só informou que, ontem à tarde, mãe e filha foram liberadas no município de São Miguel do Guamá. (Diário do Pará)

Microônibus capota na Alça Viária e deixa feridos

Um microônibus que seguia pela Alça Viária, na Grande Belém, capotou diversas vezes na noite desta quinta (24), deixando os passageiros feridos.
O veículo - fretado para uso particular - vinha da cidade de Abaetetuba em direção ao município de Maracanã quando deslizou e seguidas vezes rolou até sair da pista. Com o acidente, seis passageiros ficaram bastante feridos e receberam atendimento médico do Samu. O motorista, identificado como 'Adervan', estava inconsciente. Seu estado é considerado grave e ele foi logo encaminhado ao Hospital Metropolitano, em Ananindeua. Os demais ocupantes sofreram leves escoriações.
De acordo com os passageiros, uma falha mecânica teria levado o motorista a perder o controle do microônibus, provocando o acidente. (DOL)
Outro assunto que me preocupa os onibus em belém nao teem quase manutençao nenhuma tem que haver uma fiscalizaçao.

Sem médico, idoso morre em táxi à porta do HPSM

Mais uma vez, o descaso com a saúde municipal fez uma vítima em Belém. O ferreiro Sebastião Francisco do Nascimento, de 60 anos, morreu em frente ao Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (HPSM da 14 de Março), após ter atendimento negado.
Ele chegou por volta das 7h15 ao hospital e não conseguiu resistir às fortes dores que vinha sentindo no peito, por causa do infarto que estava tendo. Segundo informações do filho da vítima, Márcio dos Anjos Nascimento, seu pai estava a caminho do trabalho quando começou a passar mal dentro de um ônibus. “Ele se sentiu mal e o motorista do ônibus parou e pediu ajuda para um taxista, que o levou direto para o Pronto-Socorro”, contou.
Em frente ao HPSM, o taxista tentou pedir ajuda e foi informado que não havia médicos para prestar atendimento à vítima e que ele deveria ser encaminhado para outro lugar. O incidente aconteceu justamente no dia em que os médicos vinculados à Cooperativa dos Profissionais de Saúde da Amazônia (Amazomcoop), que representa 70% dos profissionais que atuam no atendimento de urgência e emergência em Belém, voltaram ao trabalho por determinação da Justiça. Eles tinham paralisado o trabalho por falta de pagamento desde a segunda-feira (21).
De acordo com o presidente da Amazomcoop, Luiz Fausto Silva, assim que a assessoria jurídica da cooperativa recebeu a ordem judicial de retorno - e depois do depósito de R$ 5,9 milhões pela prefeitura de Belém, referentes a pagamentos atrasados -os médicos foram acionados e a médica plantonista já estava no PSM. “Os atendimentos só serão normalizados no final da tarde, mas a plantonista já estava lá dentro no horário em que ele chegou”, argumentou Silva, ontem.
Quanto à falta de atendimento da médica, o presidente da Amazomcoop afirmou que a informação que lhe foi passada é de que a médica não foi avisada sobre a vítima que esperava por atendimento.
O diretor-geral da Secretaria de Saúde Municipal (Sesma), Roberval Feio, disse que o HPSM da 14 está funcionando com seu quadro de funcionários normal e que os fatos serão apurados para esclarecer o que aconteceu. “Todos os setores já estão completos. Quanto à ordem que foi dada pelos funcionários, vamos verificar de onde partiu e tomar as medidas cabíveis”, explicou.
Quanto à volta dos médicos após o pagamento, Roberval afirmou que o dinheiro só pode ser liberado depois que foi realizado um estudo no orçamento da Sesma. Sobre a renovação do contrato com a Amazomcoop, o diretor disse que está em fase de licitação. >> Leia mais no Diário do Pará
 As pessoas pagam os seus impostos e morrem de graça a porta dos hospitais quando e que isso ira mudar o povo paraense tem que exigir os seus direitos,saude nao e um favor e um direito que todo o cidadao tem que ter.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Criado grupo para investigar chacina

A Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) anunciou a criação de um grupo que irá tratar de crimes que tenha a identificação ignorada como é o caso da chacina dos adolescentes de Icoaraci, ocorrida no último sábado (19). O grupo deve auxiliar nas investigações que já estão em andamento com a Divisão de Homicídios.
A decisão foi divulgada em uma reunião que aconteceu a portas fechadas na sede da Segup em Belém, na manhã de ontem. Nela estavam presentes os familiares dos seis adolescentes, o secretário Luiz Fernandes, a diretora da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), delegada Cristiane Lobato, a diretora de Relação com a Sociedade (DRS), da Segup, delegada Silvia Pedroso, e uma equipe de técnicas e assistentes sociais da Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Sedes).
Conforme o secretário, esse grupo especial deve assumir casos que tenham um tratamento diferenciado para a investigação. “O foco que será dado é diferente, pois será dada prioridade aos casos de homicídios com identificação ignorada”, explicou Luiz Fernandes.
O grupo vai contar com a ajuda de policiais civis e militares da área de inteligência e técnicos do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”. Representantes do Ministério Público Estadual e Policiais Federais também serão convidados para ajudar nas investigações.
RISCO
Além da divulgação da criação do grupo, o secretário aproveitou para expor aos familiares dos adolescentes quais seriam os novos procedimentos que serão tomados e disponibilizou segurança para os que se sentirem inseguros.
“No decorrer das investigações, se identificarmos que alguém corre risco de morte, vamos ajudar. Se for preciso tiramos até do Estado”, enfatizou Fernandes.
Os familiares que não quiseram se pronunciar diretamente para imprensa, relataram durante a reunião que se sentem bastante inseguros, mas que não estão sendo ameaçados. Por isso, a Segup não divulgou um prazo para finalizar o caso, mas com as pistas em mãos, promete respostas rápidas para a investigação.
Durante o inicio das investigações foi verificado que nenhum dos adolescentes tinha passagem pela polícia, conforme a delegada titular da Data, Cristiane Lobato.Ela que também auxilia nas investigações, comentou que o inquérito corre em segredo de justiça e que as informações de apoio ainda não podem ser reveladas.
“Estamos ajudando na apuração dos fatos e nada pode ser divulgado. Mas o que podemos dizer é que nenhum deles tinha passagem algum pela Data”, explicou.
Esse já é o terceiro caso de chacina no Pará, com repercussão nacional, em apenas cinco meses.
DEPOIMENTOS
Após o fim da reunião na sede da Segup, dez pessoas, entre familiares, vizinhos e policiais militares que estavam no local do crime, se encaminharam até a Divisão de Homicídios no bairro de São Braz para prestar depoimento sobre o dia do ocorrido.
Os primeiros a chegar na Divisão para serem ouvidos, foram os PMs, o cabo Cesar Ubiratan e o sargento Osvaldo Melo. Durante o depoimento, eles relataram fatos sobre o local do crime, as vítimas e o entorno. “Chegamos 20 minutos depois do ocorrido. Ainda prestamos socorro para alguns, mas não tinha mais jeito”, contou o cabo Ubiratan.
De acordo com o delegado responsável pela investigação da chacina, Lenoir Cunha, não é possível adiantar nada sobre o inquérito, pois as testemunhas começaram a ser ouvidas ontem. “Ainda vamos filtrar as informações e assim que chegarmos a uma linha de investigações vamos adiantar algo”, argumentou o delegado. (Diário do Pará)

Ex-comissário condenado por estupros é preso

O ex-comissário de bordo Januário dos Santos Palheta Neto, 53 anos, condenado a mais de 15 anos de prisão pela Justiça paraense por estupro de duas crianças de 10 e 11 anos, em Belém, teve cumprido mandado de prisão, por policiais civis do Pará e do Rio de Janeiro, na região da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A prisão de Januário Neto foi feita por policiais do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) designados para cumprir ordem de prisão decretada em decorrência de sentença condenatória.
Ele chegou a Belém na madrugada desta quarta-feira (23), sob escolta de policiais civis e ficará recolhido à disposição da Justiça paraense. Os crimes praticados por ele aconteceram em 2009, quando trabalhava em uma companhia aérea. Conforme as investigações, o ex-comissário de bordo identificava-se como professor de inglês e de matemática para se aproximar das vítimas.
Indiciado em 2009 pelos crimes, ele teve a prisão solicitada pela autoridade policial e decretada pela Justiça do Pará. Januário foi localizado e preso por policiais civis da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), em Niterói (RJ), ano passado. Ainda no mesmo ano, ele foi colocado em liberdade provisória por habeas corpus. Januário foi sentenciado a mais de 15 anos de prisão, mas fugiu para o Estado do Rio. Ele era investigado há dois meses.
Ele foi preso em uma igreja católica do bairro da Ilha do Governador, onde era instrumentista em um conjunto musical e coordenador do coral religioso da paróquia. A prisão dele foi feita em conjunto com policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Estado do Rio de Janeiro. (Diário do Pará)

Justiça ordena que médicos voltem a atender

O juiz federal Alexandre Buck Medrado Sampaio, da 1ª Vara da Justiça Federal, atendeu ao pedido do Ministério Público Federal e ordenou aos médicos cooperados da Amazomcoop (Cooperativa dos Profissionais de Saúde da Amazônia) que voltem imediatamente a atender nos serviços de urgência e emergência da capital paraense.

O juiz obrigou a cooperativa a continuar o serviço por 30 dias, prazo que o Estado e o Município de Belém têm para regularizar os pagamentos. Tanto aos entes públicos quanto à Amazomcoop foi imposta multa de R$ 50 mil diários em caso de descumprimento.

“Se é certo que ninguém pode trabalhar de graça, também é certo que em face do inadimplemento parcial, não podem subitamente 70% dos médicos da rede pública de saúde, simplesmente, pararem de atender a população carente do Município, principalmente nos chamados Hospitais de Pronto-Socorro”, diz o juiz na decisão.

“A situação da saúde pública, se antes da paralisação se mostrava preocupante, sem os profissionais médicos da Amazoncoop tornar-se-á, ou já está, crítica com real perigo de morte por falta de adequado atendimento médico à população carente”, acrescenta. (Ascom MPF/PA)

Corpos não são liberados por falta de médicos

Com a não renovação do contrato de trabalho dos médicos da Cooperativa dos Profissionais de Saúde da Amazônia (Amazoncoop), que trabalhavam para a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o atendimento nos Prontos Socorros Municipais, unidades de saúde e no Hospital Geral de Mosqueiro está prejudicado.
Apesar do pouco movimento do PSM da 14 de Março, na manhã desta quarta-feira (23), os corpos das pessoas que faleceram não estavam sendo liberados por falta de médico e os familiares aguardavam ansiosos. Apenas um plantonista estava atendendo os pacientes.
O Ministério Público Federal ajuizou ontem (22) uma ação cautelar para obrigar os médicos da Amazoncoop a voltar imediatamente ao trabalho, regularizando o atendimento de urgência e emergência na capital paraense.
"Tratando-se de urgência e emergência não há possibilidade de espera, de prazo para se aguardar acordos e ordens de pagamentos”, disse o MPF. O Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Alan Rogério Mansur Silva, pediu à Justiça que a ordem seja dada sem ouvir nenhuma das partes, o mais rápido possível, “para se evitar risco de mortes e de agravamento na situação de saúde da população usuária do SUS”.
Neste momento, o presidente da Amazoncoop, Luiz Fausto, está em reunião no MPF.
(DOL, com informações da Ascom MPF)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Adeus aos mortos. Incerteza aos que ficam

A indignação pela forma brutal de como a chacina aconteceu era visível em cada palavra de sofrimento que familiares e amigos pronunciavam durante o enterro de quatro dos seis jovens que foram assassinados no último sábado, no Distrito de Icoaraci.
A despedida que aconteceu ontem de manhã, no cemitério municipal de Icoaraci, iniciou por volta das 9h30 com o primeiro enterro. Carlos Viana, tio de um dos adolescentes de 16 anos, contou que há 4 meses o jovem, que antes morava no bairro do Tenoné, estava morando com a avó.
Lá, o garoto estudava e trabalhava, mas mantinha algumas amizades, que de acordo com o tio, não eram benquistas pela família. “Ele andava com um grupo que exercia algumas atividades erradas, mas vínhamos monitorando todos os passos dele. Acredito que esse possa ter sido o motivo para a morte”, comentou Carlos.
Logo em seguida, às 10h, chegou o cortejo com os corpos dos irmãos de 15 e 16 anos, juntamente com o primo de 17 anos. A multidão que acompanhava o traslado pedia por justiça para a morte dos garotos. “Onde nós moramos nunca havia acontecido nada do tipo. Por isso esperamos que a justiça seja feita. Que os culpados sejam encontrados”, argumentou uma das vizinhas, Cristiane Gomes. Ela e seu marido foram um dos primeiros a chegar no local do crime.
Muito serena, Erinelda Rodrigues, mãe dos irmãos que foram assassinados, contou que no momento do crime, ela estava em sua casa e que os filhos haviam acabado de sair para ir até a casa da avó. “Eu escutei alguns tiros. Como a casa da minha mãe fica próxima da minha, liguei para ela à procura de notícias. Foi aí que me avisaram”. Os meninos ainda tinham mais uma irmã.
O avô dos garotos, Antonino Fernandez, contou com detalhes o que viu ao chegar no local. “De longe já era possível ver o sangue. Eles deram vários tiros. Talvez mais para o fim as balas tenham acabado e para finalizar um deles que ainda estava vivo, eles deram facadas. Tentei socorrer meus netos, mas já era tarde demais”, explicou emocionado. Bastante indignado, Antonino ainda afirmou que nunca vai esquecer da cena e pede por mais segurança.
As pessoas que aguardavam pelo final do enterro afirmavam que os dois suspeitos de terem cometido o crime estavam em uma moto vermelha e o passageiro estava sem capacete. “Não consegui reconhecer, mas sei que eles não eram da redondeza”, comentou uma testemunha que preferiu não ser identificada.
SANTA ISABEL E VIGIA
Os dois últimos enterros dos adolescentes vítimas da chacina no Distrito de Icoaraci ocorreram na tarde de ontem em locais diferentes. O adolescente de 17 anos foi enterrado às 15h no Cemitério Santa Isabel, em Icoaraci. E o adolescente de 14 anos foi enterrado no município de Vigia, onde a família mora.
O cemitério de Santa Isabel estava lotado de jovens com faixas expressando dor, saudade e pedido de justiça. Após o enterro o caminho dos familiares e amigos do adolescente foi até ao local do crime, na rua Padre Júlio Maria, em frente do prédio do Ipamb, onde eles estenderam os cartazes com fotos e mensagem pedindo paz, amor e justiça.
Durante as últimas homenagens, Maria da Consolação Ferreira, tia do adolescente de 17 anos, disse que o sobrinho foi o primeiro a ser baleado. “Foi uma atitude cruel, eles mandaram os meninos ficarem ajoelhados e uma pessoa que viu tudo disse que o meu sobrinho foi o primeiro a ser morto”.
Alvo da chacina havia se ausentado há minutos
De acordo com informações colhidas pelos familiares das vítimas, várias pessoas presenciaram o crime, pois a rua estava movimentada e os criminosos não ficaram inibidos na presença das pessoas. Segundo uma moradora, que não quis se identificar, tinham pessoas andando, conversando em suas portas e carros trafegando.
“Essa rua é supermovimentada e eles não tiveram a mínima preocupação com quem estava passando por aqui, pois chegaram e foram atirando, quando eu escutei os tiros corri para minha casa. Eu não ia ficar na rua”, disse a moradora.
O ALVO
A conversa que circula no Distrito de Icoaraci é que os assassinos fizeram a abordagem nos adolescente perguntando por outro adolescente com o apelido de “Baba”.
Eles teriam perguntado pelo “Baba” e os garotos teriam respondido que ele não estava ali. Com isso, os criminosos se apresentaram como policiais e pediram que se ajoelhassem e virassem de frente para a parede, foi quando os disparos tiveram início.
O adolescente procurado pelos criminosos, minutos antes, estava na companhia das vítimas da chacina, mas deixou o local e conseguiu se livrar da morte.
INVESTIGAÇÃO
Na tarde de ontem, o DIÁRIO entrevistou o delegado responsável pelo inquérito policial, Lenoir Cunha e o diretor da Divisão de Homicídio, Gilvandro Furtado. Os dois informaram que até o momento não têm uma linha de investigação consistente e a polícia ainda está em fase de coleta de informações.
Até ontem, o delegado Lenoir tinha ouvido quatro depoimentos. À tarde, esteve em contato com uma das testemunhas. “Até o momento (ontem à tarde) ainda não chegamos à identificação dos criminosos. Todos os depoimentos que ouvi ainda são superficiais, ainda não teve ninguém que falou sobre a identidade ou pelo menos o apelido dos criminosos”, disse Lenoir Cunha.
A equipe da Divisão de Homicídio já está nas ruas para entregar 15 intimações. “Nós estamos listando as pessoas para serem ouvidas. Essa semana vamos ouvir pelo menos 15 pessoas”, completou o delegado.
HIPÓTESES
Com relação ao suposto envolvimento de policiais militares no crime, o diretor da Divisão de Homicídio, Gilvandro Furtado, disse que tudo é possível. “É natural que surjam várias hipóteses e nós acatamos da menos até a mais provável e investigamos todas. Nesse momento ainda não há uma linha de investigação definida”.
A polícia aguarda depoimentos de mais vítimas e não descarta a elaboração de retrato falado dos criminosos. Gilvandro Cunha falou à imprensa que há suspeita que quatro pessoas participaram da chacina e não duas como foi divulgado. Ele afirmou que a conclusão foi feita com base nas investigações e análises da cena do crime. (Diário do Pará)

Ajudante de pedreiro é assassinado com 5 tiros

O ajudante de pedreiro Rosinei da Silva Melo, 39, foi assassinado com cinco tiros, na madrugada deste domingo (20), na rua Presidente Vargas, no centro de Santa Bárbara, município da Região Metropolitana de Belém.
Ele ainda chegou a ser socorrido com vida e foi levado para a Unidade Especial de Saúde de Santa Bárbara, mas morreu. O corpo ficou no necrotério da unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) até ser removido pelo IML, já no meio da manhã.
Segundo uma prima, que não quis se identificar, Rosinei saiu de casa de bicicleta quando foi abordado na rua por um desconhecido que estava acompanhado por duas mulheres.
Depois de efetuar os disparos, o assassino ainda teria tentado levar a bicicleta da vítima, mas um vizinho o assustou e ele saiu correndo com o revólver na mão.
O investigador Emerson, da equipe da delegada Silvia informou que algumas pessoas que estavam com a vítima antes do crime foram ouvidas pela polícia, mas ainda não havia um suspeito do crime. Ele disse que não poderia confirmar a hipótese de latrocínio porque nada chegou a ser levado da vítima.
O ajudante de pedreiro deixou dois filhos. Ele era viciado em drogas, segundo familiares, mas não estava sendo ameaçado e nem tinha passagem pela polícia. “Ele era um rapaz trabalhador”. Ele vivia de bicos”, segundo a prima. (Diário do Pará)

Famílias velam os seis adolescentes assassinados

Os corpos dos seis adolescentes assassinados na noite de ontem (19) foram velados por familiares na tarde deste domingo (20). Eles tinham idades entre 14 e 17 anos e foram executados sem chance de defesa.
O crime deixou os moradores do distrito de Icoaraci assustados e a família dos jovens revoltada. Eles acreditam que os garotos tenham sido assassinados no lugar de outras pessoas. Outras testemunhas alegaram que algumas das vítimas usavam drogas e estavam em débito com traficantes.
Três adolescentes pertenciam à mesma família. Os pais dos garotos disseram à equipe de reportagem da RBA TV que eles eram bons meninos e estudiosos.
A Divisão de Homicídios, responsável pelas investigações do crime, informou que existem três equipes de policiais realizando buscas aos criminosos, mas que até o início da noite de hoje (20) nenhum suspeito foi localizado. As buscam ainda devem seguir por toda a noite.
CHACINA
Segundo testemunhas, dois homens abordaram as vítimas, mandando que elas se ajoelhassem e efetuando vários disparos em seguida. A maioria dos tiros acertou a cabeça das seis pessoas. Cada criminoso estava armado com dois revólveres. Uma das vítimas chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu e morreu no caminho.
(DOL, com informações da repórter Flávia Araújo)